domingo, 22 de janeiro de 2012

Uma flor amarela chamada Marcela

Ô, Mario...
Tu te deixaste levar pelas piadas machistas de bar
Perdoe-me, caro companheiro de noites insones e de dias aturdidos
Reconheço a companhia que me fizeste
Muito mais que isso, aliás
Companhia poderia ter-me feito um cão subserviente
Tu acolheste minhas inquietações
E me fizeste ver os mais adormecidos recônditos que não calavam em mim
Gratidão é palavra que prezo
Reconhecimento também
Mas da amizade entre mulheres,
Tu pouco entendes

“Dizem-se amigas... Beijam-se... Mas qual!
Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia...”

São apenas sete anos à frente dela
Nenhuma de nós é mal formada
Errante a generalização, como quase todas
Equivocaste... – muito e feio!
Prefiro o Quintana outro
O “Das Ideias”,
O “Das Utopias”,
O “Da Eterna Procura”
Abandono-te nessas quatro linhas
Ou tu me abandonas
E sigo com a sincera amizade conquistada

2 comentários:

Laura disse...

Eitaa menina se vc está falando de quem eu estou pensandooooo...hihihi...é sim isso mesmo...e mais um pouco em que palavras não conseguimos expressar né?...hihi...bj boa sorte para vc... PS: te conheço de tanto essa flor amarela falar de ti

Viviane Viana disse...

Sim, a flor que brota e desabrocha na secura da paisagem umedecida por essas espécies raras! Prazer, Laura!!! Beijos