terça-feira, 13 de julho de 2010

A cartomante

Os quinze dias passados contam amanhã. Esses quinze dias podem ser doze ou dezessete. A data não costuma ser precisa.

Aos catorze, surge a oportunidade de algo fora do comum. Mas se não houvesse a previsão que latejou conscientemente, o fora do comum não seria fora do comum. Não seria nada porque ela não teria ido. Isso não é previsão. É aconselhamento.

No fora do comum calculado, houve a tentativa de aproximação. E ela caminhou firme para tirar a previsão a limpo. Os indícios apontaram o sentido oposto ao que havia escutado após tomar aquele café.

Deu ainda uma última chance ao acaso, mas nenhuma das duas iniciais coincidiu. Não havia o dê de desmedido e, sim, um dê de total descrédito.

Depois, de volta à rotina, receou ter desperdiçado a previsão. Se combinados de outra forma, os elementos todos poderiam estar ali. Passou ao estado de coisa sem pensamento. Até que lançou-lhe na cara os fatos sem o apelo da ilusão.

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