segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Histórias de Carnaval (3)

– Você é maravilhosa!, disse ele em tom respeitoso após uns pares de passos à moda antiga das marchinhas de carnaval. Ele que vinha de camisa branca de mangas curtas, óculos sem aro e chapéu Panamá: a singularidade da elegância perdida no Boca Seca dos descamisados e empapados de suor.

O elogio foi dirigido a minha mãe, que dançava e pulava como uma menina de 20 e sorria feito criança, com a experiência de quem já passou dos 50 e não precisa de álcool para se animar.

É como diz o samba do bloco que nos embalou pelas ruas do Leme:

Tem baiana, carioquinha, mineira, pernambucana, gaúcha
Salve a mulher brasileira!

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