domingo, 20 de dezembro de 2009

Olho pra trás e vejo a minha infância se afastando velozmente como uma revoada de fragmentos. É preciso relembrá-la certo número de vezes para que não se perca.

Assim cheguei aos anos 80, quando eu menina agarrava o braço do meu avô Viana da janela da Belina amarela conduzida por minha mãe.

Era domingo, dia em que visitávamos meus avós paternos. Mamãe fazia a manobra do carro numa esquina pouco movimentada e passava em frente à casa de ladrilhos azul e amarela, onde meu avô nos aguardava para a saudação de despedida. O carro parava e eu segurava o braço dele com firmeza até ouvir:

– Viviane, solte o braço de seu avô! Você vai machucá-lo! Já estamos indo embora.

Vovô Viana, como todo avô, retrucava:

– Não brigue com a menina!

Minha mãe balançava a cabeça e achava graça da rotina que colocava um fim às brincadeiras de domingo. Sim, porque ao chegar em casa seguiria a dura obrigação de arrumar a mochila para mais uma semana de aula, que recomeçava sempre às 7h de segunda-feira.

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Que o Natal de cada um de vocês seja colorido com lembranças boas como essa e iluminado por novas histórias que serão contadas com saudosismo nos anos futuros. Feliz Natal!

5 comentários:

Ruth disse...

ViVi minha amiga querida, desejo também que você tenha um Natal de muito amor e paz junto da sua família e em 2010 você escreva mais e mais e nos brinde com seu dom. Beijos

Rogério disse...

Vivi, a descrição dessa cena é você até hoje. É alegre, peralta, cheia de vida. Ótimas festas e um ano novo maravilhoso. Beijos, menina!

Rê disse...

Vivi, tudo de melhor é o que desejoa vc e a sua família. Espero que em 2010 a gente se veja com mais frequência, né? beijocas

Leo disse...

Minha linda, tudo de bom nesse Natal e em todos os dias do próximo ano!

Viviane Viana disse...

Obrigada, meus amigos! Obrigada pelos votos, pelo carinho e, sobretudo, pela amizade! Beijos