quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desejo ébrio

Ensaiou a pergunta algumas dezenas de vezes. Mas quando criava coragem, se lembrava de Candaules que, diante da garupa, desdenhava as belas montanhas rachadas pela secura e os pastores de cabras que defendiam o reino dos invasores.

Mas será que ele era como Candaules? Será que ele daria tudo por uma garupa como a de Lucrecia? Sim, porque como disse o rei da Lídia, em Llosa, não se tratava de um traseiro, tampouco de nádegas ou rabo; nem mesmo de uma bunda. Era uma garupa que fazia todo o seu corpo gemer e produzia nele a sensação extasiante de cavalgar uma égua.

Ao final, concluiu que não valia a pena perguntar, uma vez que não existe intervenção possível. Inflar uma bunda é tão somente inflar uma bunda. Com garupa se nasce, bem sabe disso também Botero.

Um comentário:

André disse...

A garupa é lasciva, impossível negar, mas por falta de escopo, prefiro as bundas...kkk