domingo, 18 de outubro de 2009

Brumas da noite

Ela é Paula, uma jovem sonhadora e apaixonada vivida pela esplendorosa Ingrid Bergman. Ele é Charles Boyer, que dá vida a Gregory, um pianista com algum charme.

Inteiramente entregue a ele depois do casamento, Paula confia tanto no caráter de Gregory que prefere desconfiar de sua própria sanidade. Ele esconde objetos; diz que falou, mas não falou; anda no telhado da casa-museu e isola Paula do convívio social.

O espectador tem vontade de pular na tela para fazer a moça compreender que é vítima da psicopatia do outro, mas como isso não é possível, precisa ter paciência e aguardar o desfecho da trama dirigida por Cukor.

Mas há iludidos, apaixonados, sonhadores, psicopatas, manipuladores também do lado de fora da adaptação da peça do dramaturgo Patrick Hamilton. E há também barulhos em telhado, como no daqui de casa. Há barulhos misteriosos e inexplicáveis à meia luz.

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