sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nova fornada

Minuciosamente e sem precisão retiro a erva-doce do pão de milho. O trabalho que tenho é menor que a preocupação com o tempo gasto, principalmente se durante o café da manhã, quando quase sempre estou atrasada. Hoje mordi a erva que passou despercebida. O gosto dela diluída a um gole de café com leite quente, ao invés de atenuado, é ressaltado. Faço cara feia e volto a me concentrar na porção restante.

Dona Sandra, muito prática, questiona:

– Se não gosta de erva-doce, por que não compra outro tipo de pão?
– Porque gosto do pão de milho e não vou deixar de comê-lo porque tem erva-doce.

Ela balança a cabeça e acha graça.

Os dissabores nasceram na cozinha, mas são experimentados com muito mais regularidade fora dela.

De toda a forma, não custava nada fazerem broas e pães de milho sem erva-doce.

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