quarta-feira, 22 de julho de 2009



Concordo que as mudanças que transformam nossas vidas nem sempre têm a dramaticidade a que assistimos na ficção. Elas são silenciosas, quase mudas para quem está um pouco distante.

Quando Raimund Gregorius deixa a sala de aula daquele liceu com alunos e livros pra trás e embarca num trem rumo a Lisboa, sem nada saber pronunciar em português a não ser tal palavra, relembro todas as vezes que parti e me pergunto até quando terei disposição para ir.

Cansa permanecer. Por outro lado, cansa recomeçar.

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