segunda-feira, 11 de maio de 2009

Veneno Antimonotonia

Vê-se quase tudo em vestiário feminino de academia. É um caldeirão de experiências para monografias de futuros psicólogos, sociólogos, filósofos e até de estatísticos.

Não sou machista, como os leitores assíduos deste blog bem sabem, mas no afã de fisgar um homem, a mulherada – chutaria 80% delas – chega às raias da loucura. Porque a sensatez ficou pra trás há muito tempo.



É até aceitável um biquíni fio dental por baixo de uma calça de cotton. Não sou adepta do estilo, mas posso compreender as razões. Entendo também as dezenas de calcinhas de onça, algumas aveludadas imitando pele.

Entendo ainda as calcinhas com dizeres que anunciam: “Sou toda sua”. Claro que fingi não ter lido. Não estou interessada em ser proprietária desse tipo de coisa. Mas fui pra aula pensando o que leva as moças vestir biquíni desses pra trabalhar. Melhor a gente nem querer saber.

Há também as tatuagens em regiões, digamos, quase lá; que convidam a penetrar zonas ocultas. Umas estampam, além dos dizeres, setas para indicar o caminho, caso o interlocutor seja analfabeto, presumo. Não duvido de que algum dia eu veja uma inscrição em braile.

Isso não é lá muito novo nem está restrito ao vestiário feminino. Mas o que homem nenhum desconfia é que algumas daquelas popozudas da musculação usam deliberadamente calçola com bumbum postiço. Gluteoespuma é o nome científico? No meu vocabulário: engana trouxa. Eles se contorcem e depois precisam arrumar desculpa esfarrapada pra justificar o torcicolo à esposa. E tudo por causa de um diâmetro de poliuretano.

Há outras que passam chapinha pra malhar e até as que se maquiam. Estas são sensacionais! Elas perdem pelo menos cinco minutos no banheiro com corretivo pra olheiras, base pra esconder marcas de espinha e efeito de sombra e luz pra disfarçar nariz avantajado.

Antes que vocês comentem, porque a essa altura já pensaram, há também as despeitadas que só observam. Mais ou menos despeitadas. Pelo menos na média do vestiário. Se o parâmetro é bom ou não, isso não sei. Fato é que até abandonei a idéia da prótese. Quem sabe depois que despencarem?

7 comentários:

Anônimo disse...

Vivi, você não tem medo de apanhar? Vai ser linchada na academia, menina! Beijo, Carmem

Márcio Albuquerque disse...

hahahahahahahahahaha
hahahahahahahahahaha
Você é figura mesmo!!!!!
Beijo

Rê disse...

amiga, uma perguntinha básica: onde arruma tempo pra fazer tanta coisa? Você trabalha, estuda, se diverte, escreve aqui, frequenta academia e observa tudo isso e já leu essa penca de livros aí! Me dê a receita.
aaudade, saudade, saudade

Viviane de Paula Viana disse...

Licença poética, Carmem. Licença poética... Beijo

Viviane de Paula Viana disse...

Figura? Eu? Elas é que são, Márcio!

Viviane de Paula Viana disse...

E qual a receita pra curar amigas desnaturadas, Rê? Muita saudade de você.

Patricia disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk
Realmente ri muito com este texto! Especialmente com o trecho das gluteoespumas, que também chamo de engana trouxa!
E... que língua é esta???????
bjos!