quinta-feira, 28 de maio de 2009

“Se é pra chorar, eu choro
Se é pra beber, eu bebo
Se é pra ligar, não ligo
Mas se ele ligar, eu atendo”, brindou ao nosso reencontro a amiga Cléo. Só faltou Waguinho à mesa, o Fantasma da Ópera da festa Halloween de oito anos atrás, que formou quarteto com havaianas e Dama da Noite.

O que havaianas faziam numa festa das bruxas? “Pergunte a Viviane”, é o que responde a Aninha com certo abuso sempre que questionada. E claro que sempre que alguém ouve essa história quer saber o que fazíamos de havaiana no Halloween.

Explico já. Não queria ir de bruxa, nem a boa, nem a caolha má de Maria Clara Machado. Como em tempos ainda mais remotos interpretei essa peça em alguns palcos pouco populares do Rio, tomei aversão à indumentária. Pensei em anjos e demônios, mas não encontrava fantasias parecidas que vestissem Aninha e eu, àquela época siamesas univitelinas.

Esgotado o repertório formal, recorri a índios, piratas e caubóis. Nada. Até que... encontrei as havaianas! Aninha disse que eu estava louca e que não iria para a festa das bruxas coberta por fitas e flores nem morta. Mas foi. E vivinha da Silva, a minha querida Ana Silva. Não sem antes eu implorar, suplicar e fazer mil juras que jamais cumpri. Aliás, foi ela tão viva que se rendeu aos encantos do Zorro e dessa combinação aparentemente incompatível de Zorro e Havaiana amarela veio o anjinho Gabriel.

Aquela noite terminou pra lá das sete da manhã, depois de Dama da Noite se transformar em A Bela Adormecida recostada numa caixa de som, Fantasma da Ópera ter se embolado com Mulher-Gato para algumas semanas depois declarar sua paixão à Havaiana vermelha, e Havaiana vermelha voltar no tempo com Dartanhan, para ano depois descobrir o amor nos braços do Fantasma da Ópera.

Se Natal cresceu e não reconheci algumas paisagens, meus verdadeiros amigos continuam meus verdadeiros amigos, que comprovam todas aquelas pieguices deliciosas relacionadas ao valor da amizade e de como ela é regeneradora.

Nesta noite, que terminou às duas da manhã porque todos precisávamos trabalhar, foi como se ontem tivéssemos ido à festa no Castelo do Renato. Nesta noite voltei a ser a “rapariguinha” de havaiana vermelha que a Cléo com sua sonora e contagiante gargalhada não cansava de bradar.

Um comentário:

Ana Silva disse...

Mavilhosa noite, apesar do mico das Havianas,rsrsr aquela festa me transformou para sempre.... amém, benditas HAVIANASSSSSSSSSSSSSS..Ah, e vc continua fazendo parte disso, transformou-se em uma bela Fada Madrinha...kkkkkkkkkkkkkk