sábado, 23 de maio de 2009

Mudei tantas vezes que perdi as contas e os caminhos. Mudo, em parte, guiada pela crença de que não é possível que tudo permaneça da mesma forma. Necessidade minha mudar reiteradamente ou contingência não sei. Fato é que mudo. Nem casa própria me segura, para gozo dos que fazem seu ganha-pão com transporte.

Alguns livros sequer saíram da caixa da última mudança e lá vou, convicta de que a partida será para melhor. Sempre acho que tudo há de melhorar, mesmo quando os indícios não são muito convincentes.

Uma vida nova é como se eu começasse. Levo as lembranças, com certeza. A maioria das que carrego muito boas. Algumas inevitavelmente ruins que emergem feito relâmpago em dia de nuvens sombrias.

Amigos de verdade me acompanharão; outros farei durante a permanência na casa nova. Como também novos amores. Aliás, amor. Assim, no singular. Porque prefiro o romantismo de um mesmo par.

O que e quem me esperam, vá saber. O que espero, bem sei.

Um comentário:

Fábio Barros disse...

Pra onde vai, posso saber? Voltará pro Rio? Quanto a um amor, o meu está aqui mas você desdenha...rs Beijos