quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sonhar não custa nada...E o meu sonho é tão real

O que Mocidade e Botafogo têm em comum? Uma Viviane que sofre. Enquanto alguns torciam nesta quarta da resseca para sua escola levar o troféu de campeã do carnaval carioca, eu comemorava cada décimo para a minha não parar na segunda divisão com o Vasco.

Por pouco, por muito pouco, a tradicional Mocidade Independente de Padre Miguel não perde a vaga no grupo especial. Sorte que a Império Serrano, por quem tenho imensa simpatia, se deu em sacrifício. Também não sem o meu lamento.

Já vi a Mocidade em situação difícil, mas como essa, nunca. A crise financeira acertou em cheio a escola – e não teve criatividade para competir com a falta de dinheiro. Há quem sinta saudade dos tempos áureos de Castor de Andrade. Não compartilho o ponto de vista. É preciso, sim, reinventar os desfiles, como antes da espetacularização.

No momento do samba-enredo, em que Império merecidamente disparou na frente, perdi as esperanças e, como estratégia de sobrevivência, pensei que não seria de todo ruim vestir uma fantasia mais em conta e lutar pela vaga no grupo especial para 2011. Afinal, me aconselhando com Poliana, percebo que os desafios servem para tirar a gente da monotonia da acomodação.

No fim da apuração, duas Viviane felizes: a opulenta das carnes avantajadas que estampa a Playboy do mês, radiante com a vitória do Salgueiro. E a longilínea anônima do De Tudo Muito Pouco, aliviada com a manutenção da sua escola de coração entre as grandes. Aviso aos navegantes mais íntimos: Ai de quem deixar comentário sobre as duas Viviane que não tenha um placar favorável a mim, viu? Estou num momento para muitos amigos e poucas críticas.

À noite, mais agonia. Dessa vez, com o Botafogo, que derrotou timidamente o Fluminense. Assim como na abertura das notas de mestre-sala, os quatro minutos de prorrogação da semifinal da Guanabara exauriram minha abalada fé. Menos por acerto e mais por fatalidade, estaremos nós na final contra o Resende. Os flamenguistas que me perdoem, mas com todo o chororô do Fogão e algumas coleções de quase-taças e campeonatos, ainda prefiro carregar o estandarte de sofredora.

Ó abre alas que Chiquinha Gonzaga e Mocidade Botafoguense querem passar.

3 comentários:

Anônimo disse...

Vi, você sabe que te adoro, né? Mas o que leva uma pessoa a torcer pela Mocidade e pelo Botafogo? Masoquismo? kkkkk
Minha linda, com relação as duas Viviane, pode estar segura que estou com vc: mais bonita, muito inteligente, divertida e original de fábrica!
Léo

Anônimo disse...

Vivi, sabe cantar o hino do seu time? Bostafogo, Bostafogo, campeão só em 1910. Como você não era nascida, não viu a grande vitória.
Como não quero apanhar, vou assinar não... rs mas veja se não apaga, tá? Depois confesso a autoria.
Beijo

Viviane disse...

Léo, teve medo que eu levasse ao pé da letra o que escrevi e cortasse relações com você, foi? Mesmo sob pressão, fico lisonjeada com os elogios. Quanto a ser masoquista, a Taça Guanabara responde. Beijos!

Sobre o recado do, por enquanto, leitor anônimo, sem comentários.