segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Só pra baixinhas

Se Carmen Miranda estivesse viva, faria hoje 100 anos. Não poderia deixar o centenário da Pequena Notável passar em branco neste blog. Não pela importância do blog. Mas pela importância de Carmen Miranda na minha vida e as lembranças que ela suscita.

Disputei no antigo Primário a vaga de Carmen Miranda. Ainda menina, fascinava-me o jeito maroto como ela dançava, a alegria contagiante, o despojamento. Queria ser Carmen na apresentação que faríamos para os pais. Queria, mas não fui. Desde cedo tive que aprender a lidar com a frustração. Lá se foi minha oportunidade parar no corpo de uma colega dez centímetros mais baixa e com cabelos pretos. O ônus do crescimento precoce e dos cachos dourados.

Mais tarde, fui levada pela minha mãe para visitar o Museu dela. Era muito nova, mas nunca me esqueci dessa viagem pelas roupas coloridas e brilhantes, pelas frutas ornamentais e os sapatos com saltos exageradamente altos. Fiquei extasiada.

Se conheci a frustração ainda menina, ainda menina aprendi a valorizar a cultura, estimulada pela minha mãe. Dona Sandra não guarda nomes, conceitos e histórias, não sabe distinguir pintores e suas escolas, mas sempre soube algo muito mais importante: o valor das artes. Assim conheci museus, teatros e bibliotecas que abrigam todos os tipos, dos convencionais aos moderninhos. Talvez isso explique minha adoração pelo tema. E também o ecletismo, que vai de Monet a Miró; Du Louvre a Bananas.

2 comentários:

Anônimo disse...

Que frustração que nada, mulher! Devia comemorar...rsrsrsrs
Não foi Carmen, mas podia ser Julia Roberts. Tá lembrada q muita gente dizia q você parecia muito com ela? Bjim, Márcia

Viviane disse...

Saudade do passado... Nem quero saber com quem pareço hoje...