sábado, 17 de janeiro de 2009

180º

Este promete ser o ano das guinadas. Não as de 360 graus... Tenho certeza de que muitos de vocês já ouviram alguém falar isso quando tenta dizer ao interlocutor que mudará completamente de vida. A vontade é informar ao desavisado que, no caso, ele voltará ao ponto de onde partiu e tudo continuará da mesma forma. Que falta faz a boa e velha geometria.

A verdadeira guinada, a de 180 graus, parece ser a de Amy Winehouse. Depois de um site convocar os internautas a prever o dia da morte dela, com direito a prêmio e tudo, a cantora, que gastava mais de sete mil dólares por semana com drogas, investiu pesado contra aqueles que apostaram que ela não teria novo réveillon. Recuperada de um efisema pulmonar, ela quer trabalhar como voluntária em clínicas de dependentes químicos, dar palestras sobre reabilitação, organizar eventos de caridade e comprar casa para consolidar a nova etapa.

Outra que deseja abandonar a fase back to black é Britney Spears, que coleciona duas internações em uma clínica psiquiátrica, um mês de desintoxicação, perda da guarda de seus dois filhos e dependência oficial para toda e qualquer decisão legal, no caso, do pai, que a definiu como "uma criança adulta vivendo a agonia de uma crise de saúde mental".

Não incitarei vocês a lançar apostas sobre a capacidade de regeneração delas. E não por falta de originalidade. Mas porque alguém pediu durante um percurso de 14 quilômetros de trilha com subidas desanimadoras: “Diminua o ritmo, Viviane”. Não sei se foram os ares da Chapada ou se a promessa da virada que venho cumprindo à risca. Como diria meu amigo Baran, sou “praticamente” uma nova mulher.

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