segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O lado triste do ser

Depois de muitos passos desde a primeira tentativa na infância, conheci sabores, paisagens e cheiros variados. E também pessoas. Pessoas comuns; na medida do ordinário, extraordinárias. Pessoas extraordinárias, nada ordinariamente comuns. Pessoas boas e más que, fiés à natureza, combinam um e outro extremos. Extremo no que tem de dicotômico. Não necessariamente extremista.

Soberba, inferi que sabia ler, mesmo que fragmentadamente, essas pessoas; as mais próximas ou as que se aproximavam. E soberbamente caí, do cume da arrogância. Fui o Judas de mim. Traída pela cegueira dos sentidos, obscurecidos pelas minhas fraquezas.

Uns podem palpitar: ingenuidade. Não. Ficou essa no passado da primeira infância, lá com os primeiros passos. Outros diriam: insensatez. Talvez. Para Rotterdam, uma característica da loucura - ou a própria loucura em toda a sua feminilidade.

Ouvi certa vez que o alimento à alma é a consciência; a consciência alcançada por meio das experiências. Mas para uma experiência não ser nula, a condição é o aprendizado.

Pensei muito. Pensei na experiência. Pensei no objeto da experiência. Pensei no nada. Pensei no vazio. Pensei o vazio. E julgo, desconfiando do meu próprio julgamento, ter entendido o velho, mas jamais caduco, aprendizado socrático: Conhece-te a ti mesmo.

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