segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Convite de Casamento - Ismail & Viviane

Vocês devem ter estranhado o título da mensagem. Antes de dar detalhes sobre o meu enlace, quero saber se estão dispostos a vir até a Notre Dame de Cannes para participar da minha alegria.

Não estou louca. Não ainda, pelo menos.

Fui almoçar num restaurante onde os franceses que aqui residem costumam fazer as refeições. Nada de lugares caros para turistas. Uma casa onde os locais freqüentam. Depois conto mais a respeito. Não quero que nada ofusque o meu casamento.

Depois da refeição, enquanto dois colegas esperavam o recibo, sentei em um banco em frente ao restaurante para tomar ar fresco. Nele há uma placa onde se lê que é reservado aos clientes do pequeno restaurante que queiram fumar. Não sou fumante, mas às vezes gostaria de ser. Já repararam que ótimos lugares são reservados a eles? Geralmente, são locais ao ar livre e com vista aprazível.

Estava sentada quando passa um homem de meia-idade e dispara uma porção de palavras sem o menor sentido. Acho que ele leu no meu rosto inerte que eu não tinha entendido. Perguntou, então, se eu falava inglês. Após a minha resposta afirmativa, ele disse ter notado que eu era “singô”. Pensei: “O que significará isso? Preciso voltar ao curso de Inglês imediatamente”. Pedi desculpas e disse que não sabia o que significava “singô”. Ismail, incansável, respondeu: “Nóti mariádi”. Aí foi que entendi o que ele queria dizer. “Singô”, na verdade, era o máximo que o Inglês dele chegava perto de single.

Sem calcular os riscos e ainda atônita com o “singô”, respondi inocentemente “yeah”. Pronto! Ismail não perdeu tempo. Disse, entre outras coisas que não vou contar, que ele também era “singô” e que poderíamos ficar juntos e sermos felizes. Explicou que era libanês e que suas intenções eram sérias. Nisso, tomou minha mão e deu um beijo. Fiquei sem reação. Cheguei a pensar que participava de um quadro do Faustão francês.

Meus colegas saíram do restaurante e a primeira coisa que me ocorreu foi dizer que um deles era meu namorado. Ele apertou a mão daquele que apontei. Morri de medo de passar como mentirosa, mas eles tinham percebido a situação de dentro do restaurante e ouviram uma parte da história.

O amor da minha vida, Ismail, que era cozinheiro do Sofitel, convidou a gente para comer qualquer dia desses lá e provar os pratos deliciosos que ele prepara e que poderia preparar em nossa futura casa, somente para mim.

Assim terminou o que poderia ser uma bela história de amor. E assim foi aberta a temporada de piadas que tive que ouvir do restaurante até o trabalho.

Portanto, nada de “mariádi”.

Beijos da “singô” Viviane.

2 comentários:

Anônimo disse...

Huahuahauauah...

O seu fiel público lamentará eternamente você não ter gravado essa cena em vídeo! Afinal, ganharia facilmente o prêmio de melhor curta do festival na categoria comédia! Na próxima ida a Cannes, considere a hipótese de levar cinegrafista e fotógrafo para registros mais precisos de acontecimentos inesquecíveis como esse! Rsrs

Um grande e carinhoso beijo!

MA

Anônimo disse...

Amorzinho de minha vida, ao começar a ler esse e-mail, fiquei nervosa e apreensiva. Pensei: será que ela ficou maluca de vez? Mas logo percebi que parecia uma pegadinha.
Milhões de beijos pra você, meu amor. Peço por você todas as noites, para que Deus esteja sempre juntinho de você.
Sandra